Minha escrita: arte-fruto do radicalismo

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Assim enunciado, a minha escrita passa a existir a partir do radicalismo. Escrever não é o problema, mas escrever e não buscar por uma escrita que seja radical, para mim, é.

Se você se assustou com a expressão “radical”, provavelmente, é porque tem radical como sinônimo de extremo (alguém extremista). Radical, radicalismo, não tem a ver com levar as coisas ao extremo (esquerda ou direita). Tem a ver com raiz. A palavra radical tem sua origem no latim, na forma rad, que, justamente, significa raiz. Ipsis litteris, radicalismo é buscar a raiz de um problema a fim de compreender profundamente e, quem sabe, encontrar uma solução.

A minha escrita é arte? Sim, mas é, antes, fruto do meu radicalismo.

Cada palavra, cada locução, cada sentença, em meu texto, surge com a intenção de buscar a raiz do problema que apresento (ou investigo) enquanto escrevo. A construção, a dialética, a poética, a forma e a não forma, tudo passa a existir (manifesta-se fora de mim) na qualidade de mergulho à raiz.

Arte-fruto do meu radicalismo. Da consciência de que cada ato meu, mesmo em pensamento, é um gesto político. Sou um microcosmo do macrocosmo social que, por sua vez, é o microcosmo do macrocosmo animal que, por sua vez, é o microcosmo do macrocosmo do mundo natural e assim em diante. O radicalismo implica responsabilidade e transformação.

Escrevo para transformar o mundo a partir da minha transformação.

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Escritor e editor. Conheça meu trabalho em leoescreve.com.br

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